quarta-feira


a minha leitura do Mito de Orfeu







**** "Orfeu e Eurídice. O mito" ~ aqui




Benfica e Chelsea



Eu gostava de ser jogador de futebol porque gosto de jogar à bola dá-me muita energia. Sou do Benfica, eu queria jogar no Benfica para sempre. Porque, eu gosto mesmo do Benfica, mas não consigo explicar melhor o que eu sinto.
Então, eu imagino que sou o melhor do mundo e seria muito interessante poder ajudar o meu clube. E também para poder receber muito dinheiro para ajudar os pobres de África e outros que não têm dinheiro suficiente.
E poderia não ficar sempre no Benfica, às vezes, outros clubes estariam interessados em mim e a quererem que eu me juntasse ao seu plantel, se isso acontecesse, se mudasse de clube, eu gostava de ir para Inglaterra, jogar no Chelsea pois também gosto muiuto deste clube.
Em resume eu gosto mesmo do Benfica e do Chelsea.



sismo no Haiti



Quando eu vi o jornal da noite, fiquei chocado com as imagens dos danos provocados pelo sismo no Haiti.
Eu não pensei que todas as casas estavam destruídas e muitas pessos morreram, houve quase 50 mil mortos, esta é uma das maiores trágédias da História.
O mundo quer ajudar o Haiti porque lá não há comida nem água por isso é necessária a ajuda internacional.
A América, França, Espanha, China vão para o Haiti para ajudar a tirar as pessoas que estão presas nas casas.
Eu estava pensar “e Portugal?”, mas, mais tarde, vi no outro jornal da noite que também vai ajudar, eu fiquei feliz.
Também fiquei a saber que um bébé de 3 meses estava em baixo da casa, mas conseguiram tirá-lo e sobreviveu e eu fiquei surpreendido , é mesmo milagre, mas a mãe dele não sobreviveu, só o pai conseguiu escapar.
Eu gostaria que este tivesse sido o último sismo, mas já sei que outros existirão. Resta ter esperança no avanço da tecnologia para que todos os edifícios do mundo sejam construidos de modo a aguentarem os abalos telúricos.




Época Natalíca




Quando eu era pequeno, eu queria muito ver o pai Natal. Eu fui procurá-lo para pedir brinquedos porque eu queria todos os brinquedos. Eu estava em casa a ver televisão, de repente, o pai natal apereceu vestido de vermelho muito vivo faz-me olhos doces, ele disse ”Olá” depois o bigode caiu. Eu fiquei chocado e zangado porque eu queria o verdadeiro Pai Natal, porque eu acreditava que havia um Pai Natal verdadeiro. Era o meu pai que se vestiu de pai natal, foi brincadeira. A minha mãe disse que ia comprar uma árvore de Natal, eu estava ansioso por receber a árvore. Então, nós fomos à casa das árvores para comprar uma árvore de Natal, mas já não havia as árvores e eu fiquei triste. Depois, de amanhã, no dia seguinte, quando eu acordei, vi uma árvore enorme na minha sala, com muitos fios brilhantes em volta, eu fiquei muito feliz. À tarde, nós fomos às compras para o dia 24 de Dezembro, de repente, vi o pai natal. Apereceu perto de mim ele disse-me “olá”, eu pensava que era verdadeiro e eu estava muito contente por o encontrar e também eu pedi que queria um jogo para receber como prenda. No dia 24 de Dezembro, depois de jantar, fui a sala. Uauuu! Abri os olhos, espantado. Estava cheia de prendas, eu pensava que eram todos para mim, mas não era, só 4 eram minhas. Eu estava ansioso para abrir as minhas prendas, quando eu abri uma das prendas vi que era um jogo. Então eu pensei que tinha sido o pai natal a dar. Fiquei muito feliz por receber as minhas prendas.

sexta-feira

Viagem à minha infância


Estou à porta de uma casa antiga, velha. A casa da minha infância. Empurro o portão. Entro na casa. Atrevesso o corredor, comprido e escuro. Ao fundo, há uma porta, que empurro. Subo as escadas que rangem. Chego lá em cima, ao sotão. Lá há armários, resmas de jornais antigos, malas, caixotes. A um canto, uma arca velha. Aproximo-me. Levanto a tampa e lá dentro… Tinha várias fotografias da minha infância, vi a cara dos meus pais em novos que nunca tinha visto antes porque os meus pais deixaram-me na entrada da casa dos meus tios. Fiquei muito triste porque queria ver os meus pais, mas eu não sabia se eles ainda são vivos ou não. É um desejo muito especial este, queria ver as caras dos meus pais, conhecê-los. Vi em algumas fotos que eu estava ao colo da minha mãe e também do pai, eles parecem felizes e carinhosos com o bébé. Penso muitas vezes porque eles me deixaram? Porque em outras fotos parecem ter ficado cada vez mais felizes. Algo, não estava bem. Então naquele momento eu decidi ir à biblioteca para tentar descobrir o passado dos meus pais. Passado muito tempo, eu descobri que a minha mâe teve problemas mentais foi para a América para procurar curar a doença. Ficou na América cerca de 10 anos, mas não se conseguiu curar. Um dia, a minha mãe fugiu do hospital nunca mais ninguém a viu. Eu fque supreendido e triste. Faltava ainda o meu pai, mas desta vez ainda não consegui descobrir o seu passado. Quando voltei para casa, contei aos meus tios, mas eles já sabiam que os meus pais tinham problemas. Eu fiquei muito zangado, porque os meus tios não me contaram nada, insisti, fiz muitas perguntas porque queria saber como eram os meus pais. Os meus tios disseram-se para não pensar muito nelas e esquecer as saudades e explicaram-me que não me contaram para eu não sofrer mais e pediram desculpa. Eu desculpei, claro, mas sinto-me triste por ter esperado tanto tempo, mais de 20 anos, para saber a verdade sobre os meus pais. No entanto fico contente por ter ido ao sótão pois foi graças à velha fotografia que comecei a encarar a vida de um modo diferente, sem me sentir abandonado pelos meus pais.









segunda-feira


Auto-avaliação



Foi muito bom o ano lectivo na disciplina de Português, eu estive a dar o meu melhor para a professora ficar contente e também para eu avançar mais. Os meus trabalhos foram todos feitos, as composições, as fichas de gramática, as respostas aos questionários. A professora de português ficava sempre muito contente. Acho que mereço manter a nota do período passado.
No próximo ano devia continuar a fazer exercícios de perguntas e respostas porque assim fico a perceber melhor os textos e também aprendo mais vocabulário. Também acho que é muito bom fazer fichas práticas para aplicar a matéria que a professora explica.
Penso que este ano foi melhor  porque este  já estava ambientado e ultrapassei os momentos difíceis que tive no ano passado, mas não consigo explicar a minha atitude.
Já estou a pensar no próximo ano e eu desejo que corra bem na aula de Português, assim como este ano ou até um bocadinho melhor. Estou contente porque para o ano não há filosofia nem inglês, fico com menos aulas teóricas e aumento as de projecto.
Agora já acabei os testes todos e já quase só penso nas férias. Ainda não sei para onde vou mas é bom não ter de me levantar tão cedo nem ter de passar o dia todo na escola. Às vezes fico muito cansado.
Nas férias estou com amigos, jogo no computador, jogo à bola, converso no msn, vou à praia... coisas boas!
Este ano vou tirar a carta e tenho de estudar o código com muita atenção porque o exame é difícil.
E por agora não me ocorre mais nada. O balanço do ano lectivo é positivo e até penso: "Ena! Já passou!"

Boas férias para todos :=)

André

quinta-feira


NESBITT


Fui ver a exposição de Nesbitt na Galeria Lino António. Quando entrei até fiquei sem fala porque vi objectos plásticos, iguais aos que usamos todos os dias em nossas casas, mas montados de uma maneira que parecem corpos. Nunca tinha pensado antes que isto era possível. Os objectos têm muitas cores, vivas, as formas dos corpos são esquisitas.
De início, apenas vi corpos humanos mas depois reparei num objecto – escultura que me fez pensar numa estranha vaca e outras esculturas me fizeram lembrar outros animais.
Nas paredes há quadros com desenhos que talvez sejam resultado dos estudos para depois fazer as esculturas. O traço nos desenhos parece-me muito seguro e rápido.
Li no texto de José Luís Porfírio que Jorge Nesbitt «nunca foi um artista profissional no sentido que vem sendo dado a essa designação […] divertindo-se na travessia da vida e… das artes.», na verdade, deve ter-se divertido muito quando fez estas esculturas e eu fico a pensar como é que este homem teve estas ideias que me parecem sempre irónicas.
Gostei muito de ver esta exposição por ser original, diferente de tudo o que antes vi.


 



segunda-feira

FELIZ NATAL



para todos os que por aqui passaram, me incentivaram, o meu obrigado

André


Reflexão sobre o 1º período


As aulas correram bem, mas eu talvez não tivesse trabalhado tanto quanto devia… . Fiz composições, mas não muitas, tive ajuda nos trabalhos em que tinha dúvidas e isso foi muito bom bem e também foi agradável e proveitoso o trabalho com computador.
No 2º período , eu gostava de fazer na mesma composições, dar respostas escritas a questionários sobre textos, ler muitos textos para aprender palavras novas e analisar desenhos, imagens, etc.
Penso que, no 1º período, a nota deve ser igual à do ano passado, isto é, 13 valores.


Nova Iorque - 1ª parte



Imagem da web


É a cidade mais populosa dos Estados Unidos, com 8 milhões de habitantes, tem a sede da Organização das Nações Unidas e grande variedade étnica e racial. É uma cidade rica mas com grande desigualdade social, tem muitos sem abrigo, que vivem nas ruas. Esta é actualmente a grande cidade mais segura dos Estados Unidos e continua a ser considerada uma das cidades mais interessantes e fascinantes para muita pessoas, atraindo mais turistas do que qualquer outra cidade americana. Também é considerada a cidade mais cosmopolita do mundo. Tem muitos e famosos museus. Por exemplo, o Metropolitan Museum of Art que eu muito gostaria de visitar. Este Museu é enorme, com cerca de 250 salas e mais de 2 milhões de obras de arte de todos os tempos e lugares, desde peças do neolítieo à arte islâmicas, passando pela arte moderna de Picasso.
Tem tantos pontos de interesse…. Mas só vos vou contar como é depois das férias…

quinta-feira


15 de Novembro - Dia da Língua Gestual Portuguesa




enviada pelo Professor Goulão


Conferência Internacional 'CULTURA SURDA'


A Associação Portuguesa de Surdos vai organizar a Conferência Internacional sobre o tema “CULTURA SURDA” no âmbito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, que se realizará no Cinema S. Jorge, em Lisboa, no dia 15 de Novembro de 2008.




A Língua Gestual Portuguesa (LGP) é a língua natural da Comunidade Surda, sendo a língua materna para os filhos de pais surdos.

É uma língua visual, baseada em movimentos, configuração e orientação das mãos, na expressão facial e corporal.

Não sendo universal, a língua gestual tem regras fixas e uma gramática própria. Daí que se torne quase impossível utilizar em simultâneo a língua oral e a língua gestual, porque têm gramáticas diferentes.

A Língua Gestual Portuguesa também tem um dicionário próprio, o Gestuário, onde os significados aparecem sob a forma de gestos.


**** videos em LGP


segunda-feira

Castelo de Vide




Imagem retirada - cumprindo a vontade do seu Autor.

Obrigado.



Já fui muitas vezes a Castelo de Vide porque os meus tios moram lá. Quando vamos para a casa dos meus avós, em alguns fins semana, sempre vamos a casa dos meus tios e à noite, normalmente, vamos até ao café para descansar, encontrar pessoas amigas ou simples conhecidas e conversamos coisas.
Eu e minha irmã gostamos muito de ir à piscina, que é perto, a cerca de 5 minutos. Só há uma piscina, mas é nova, foi construída no ano passado. A minha irmã prefere sempre ir à piscina ou à praia, mas eu fico farto porque isto cansa-me muito, sempre a mesma coisa, todo o dia, eu também gosto de piscina e de praia, mas menos tempo porque gosto de variar, de passear, de conhecer pessoas e locais. Castelo de Vide é uma terra muito bonita, com muitas coisas para conhecer, ver, tornar a ver, então gosto mais de ir passear do que ficar todo o dia dentro de água ou deitado ao sol.

O Castelo de Vide fica no Alto Alentejo, no distrito de Portalegre, já muito perto de Espanha.




Proponho-vos o seguinte Roteiro:




  • Igreja Matriz de Santa Maria da Devesa, do séc.XVII.








    • Fonte do Ourives.



    Em mármore branco, de 1889. O nome vem do facto de no local ter havido uma loja de ourives.





    • Fonte de Martinho.




    Situada já à saída de Castelo de Vide, em direcção a Portalegre, esta fonte é dos finais do séc. XVII.






    • Fonte da Vila.







    • Fonte do Montorinho.







    Para além das fontes, de que muito gosto, é fundamental a visita à Judiaria




    não esquecendo o interior do espaço muralhado, de onde se têm vistas deslumbrantes da planície alentejana

    e, finalmente, apreciar o rico artesanato local




    quinta-feira


    PORTALEGRE





    foto da web



    Há três anos, fui a Portalegre, a casa dos meus avós, para os ver mas também para conhecer melhor a cidade e a sua história. No dia seguinte a ter chegado, fui, com os meus pais e irmã ao Museu, ver as histórias de Portalegre, eu queria saber mais sobre a terra dos meus avós, como nasceu, como se desenvolveu, o que aconteceu de importante nesta cidade do Alto Alentejo, terra de escolha do escritor José Régio e a quem fez o poema “Toada de Portalegre”. Agora já percebi que Portalegre é uma das mais antigas cidades de Portugal. Quando eu estava a andar, de repente uma fotografia enorme, tirada talvez de avião ou de helicóptero, chamou a minha atenção. Nesta foto está toda a cidade e os arredores, gostei muito de ver. Também gostei de apreciar outros quadros, e as famosas louças e tapeçarias de Portalegre.
    O museu é muito interessante, porque lá há muitos quadros para ver e coisas antigas para aprender. Os meus pais também ficaram muito interessados. Enfim nós gostámos muito de ver o Museu de Portalegre e havemos de lá voltar.
    Infelizmente, eu não tirei nem uma foto, porque me esqueci da máquina em casa dos meus avós e eu fiquei triste, porque queria guardar as fotos para me lembrar.





    De José Régio, “Toada de Portalegre”


    Em Portalegre, cidade
    Do Alto Alentejo, cercada
    De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
    Morei numa casa velha,
    À qual quis como se fora
    Feita para eu Morar nela...

    Cheia dos maus e bons cheiros
    Das casas que têm história,
    Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
    De antigas gentes e traças,
    Cheia de sol nas vidraças
    E de escuro nos recantos,
    Cheia de medo e sossego,
    De silêncios e de espantos,
    - Quis-lhe bem como se fora
    Tão feita ao gosto de outrora
    Como as do meu aconchego.

    Em Portalegre, cidade
    Do Alto Alentejo, cercada
    De montes e de oliveiras
    Ao vento suão queimada
    ( Lá vem o vento suão!,
    Que enche o sono de pavores,
    Faz febre, esfarela os ossos,
    E atira aos desesperados
    A corda com que se enforcam
    Na trave de algum desvão...)
    Em Portalegre, dizia,
    Cidade onde então sofria
    Coisas que terei pudor
    De contar seja a quem fôr,
    Na tal casa tosca e bela
    À qual quis como se fora
    Feita para eu morar nela,
    Tinha, então,
    Por única diversão,
    Uma pequena varanda
    Diante de uma janela

    Toda aberta ao sol que abrasa,
    Ao frio que tosse e gela
    E ao vento que anda, desanda,
    E sarabanda, e ciranda
    De redor da minha casa,
    Em Portalegre, cidade
    Do Alto Alentejo, cercada
    De serras, ventos, penhascos e sobreiros
    Era uma bela varanda,
    Naquela bela janela!

    Serras deitadas nas nuvens,
    Vagas e azuis da distância,
    Azuis, cinzentas, lilases,
    Já roxas quando mais perto,
    Campos verdes e Amarelos,
    Salpicados de Oliveiras,
    E que o frio, ao vir, despia,
    Rasava, unia
    Num mesmo ar de deserto
    Ou de longínquas geleiras,
    Céus que lá em cima, estrelados,
    Boiando em lua, ou fechados
    Nos seus turbilhões de trevas,
    Pareciam engolir-me
    Quando, fitando-os suspenso
    Daquele silêncio imenso,
    Sentia o chão a fugir-me,
    - Se abriam diante dela
    Daquela
    Bela
    Varanda
    Daquela
    Minha
    Janela,
    Em Portalegre, cidade
    Do Alto Alentejo, cercada
    De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
    Na casa em que morei, velha,
    Cheia dos maus e bons cheiros
    Das casas que têm história,
    Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
    De antigas gentes e traças,
    Cheia de sol nas vidraças
    E de escuro nos recantos,
    Cheia de medo e sossego,
    De silêncios e de espantos,
    À qual quis como se fora
    Tão feita ao gosto de outrora
    Como as do meu aconchego...

    Ora agora,
    ?Que havia o vento suão
    Que enche o sono de pavores,
    Faz febre, esfarela os ossos,
    Dói nos peitos sufocados,
    E atira aos desesperados
    A corda com que se enforcam
    Na trave de algum desvão,
    Que havia o vento suão
    De se lembrar de fazer?

    Em Portalegre, dizia,
    Cidade onde então sofria
    Coisas que terei pudor
    De contar seja a quem for,
    Que havia o vento suão
    De fazer,
    Senão trazer
    Àquela
    Minha
    Varanda
    Daquela
    Minha
    Janela,
    O documento maior
    De que Deus
    É protector
    Dos seus
    Que mais faz sofrer?

    Lá num craveiro, que eu tinha,
    Onde uma cepa cansada
    Mal dava cravos sem vida,
    Poisou qualquer sementinha
    Que o vento que anda, desanda,
    E sarabanda, e ciranda,
    Achara no ar perdida,
    Errando entre terra e céus...,
    E, louvado seja Deus!,
    Eis que uma folha miudinha
    Rompeu, cresceu, recortada,
    Furando a cepa cansada
    Que dava cravos sem vida
    Naquela
    Bela
    Varanda
    Daquela
    Minha
    Janela
    Da tal casa tosca e bela
    Á qual quis como se fora
    Feita para eu morar nela...

    Como é que o vento suão
    Que enche o sono de pavores,
    Faz febre, esfarela os ossos,
    Dói nos peitos sufocados,
    E atira aos desesperados
    A corda com que se enforcam
    Na trave de algum desvão,
    Me trouxe a mim que, dizia,
    Em Portalegre sofria
    Coisas que terei pudor
    De contar seja a quem for,
    Me trouxe a mim essa esmola,
    Esse pedido de paz
    Dum Deus que fere ... e consola
    Com o próprio mal que faz?

    Coisas que terei pudor
    De contar seja a quem for
    Me davam então tal vida
    Em Portalegre; cidade
    Do Alto Alentejo, cercada
    De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros,
    Me davam então tal vida

    - Não vivida!, sim morrida
    No tédio e no desespero,
    No espanto e na solidão,
    Que a corda dos derradeiros
    Desejos dos desgraçados
    Por noites do tal suão
    Já varias vezes tentara
    Meus dedos verdes suados...

    Senão quando o amor de Deus
    Ao vento que anda, desanda,
    E sarabanda, e ciranda,
    Confia uma sementinha
    Perdida entre terra e céus,
    E o vento a trás à varanda
    Daquela
    Minha
    Janela
    Da tal casa tôsca e bela
    À qual quis como se fôra
    Feita para eu morar nela!

    Lá no craveiro que eu tinha,
    Onde uma cepa cansada
    Mal dava cravos sem vida,
    Nasceu essa acàciazinha
    Que depois foi transplantada
    E cresceu; dom do meu Deus!,
    Aos pés lá da estranha casa
    Do largo do cemitério,
    Frente aos ciprestes que em frente
    Mostram os céus,
    Como dedos apontados
    De gigantes enterrados...
    Quem desespera dos homens,
    Se a alma lhe não secou,
    A tudo transfere a esperança
    Que a humanidade frustrou:
    E é capaz de amar as plantas,
    De esperar nos animais,
    De humanizar coisas brutas,
    E ter criancices tais,
    Tais e tantas!,
    Que será bom ter pudor
    De as contar seja a quem for!

    O amor, a amizade, e quantos
    Mais sonhos de oiro eu sonhara,
    Bens deste mundo!, que o mundo
    Me levara,
    De tal maneira me tinham,
    Ao fugir-me, Deixando só, nulo, vácuos, A mim que tanto esperava
    Ser fiel,
    E forte,
    E firme,
    Que não era mais que morte
    A vida que então vivia,
    Auto-cadáver...

    E era então que sucedia
    Que em Portalegre, cidade
    Do Alto Alentejo, cercada
    De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
    Aos pés lá da casa velha
    Cheia dos maus e bons cheiros
    Das casa que têm história,
    Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
    De antigas gentes e traças,
    Cheia de sol nas vidraças
    E de escuro nos recantos,
    Cheia de medo e sossego,
    De silêncios e de espantos,
    - A minha acácia crescia.

    Vento suão! obrigado...
    Pela doce companhia
    Que em teu hálito empestado
    Sem eu sonhar, me chegara!

    E a cada raminho novo
    Que a tenra acácia deitava,
    Será loucura!... mas era
    Uma alegria
    Na longa e negra apatia
    Daquela miséria extrema
    Em que vivia,
    E vivera,
    Como se fizera um poema,
    Ou se um filho me nascera.



    Versos obtidos em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Toada_de_Portalegre"



    segunda-feira

    El Loco, O Escorpião Rei







    O guarda-redes chama-se José René Higuita Zapata é natural da Colômbia, nasceu no dia 28 de Agosto de 1966 em Medellín, Colômbia. Ficou conhecido como El Loco, O Escorpião Rei porque no ano de 1998, durante o jogo entre a Colômbia e a Inglaterra, um jogador inglês tentou marcar um golo, mas o guarda-redes da Colômbia fez uma defesa espectacular, nunca antes vista, os espectadores ficaram impressionadas, levantaram-se, bateram palmas com muito entusiasmo, gritaram, foi um delírio. E a esta defesa de Higuita chamaram ‘defesa escorpião’ porque ele defendeu a entrada da bola na baliza com os pés levantados atrás tal e qual como o escorpião faz.







    13 - 10 - 2008 - "o jogo" - I






    quinta-feira

    9-10-2008

    Lisboa, 09 de Outubro de 2008

    Carlos,

    Olá! Tudo bem? Como foi o dia na tua escola? Correu bem?


    Olha, preciso de combinar um encontro contigo para te dar o teu trabalho, deve estar a fazer-te falta, não? Responde logo que possas para vermos como nos podemos encontrar por causa do meu horário que é muito cheio.
    Ouvi falar que a tua mãe está doente, espero que já esteja de boa saúde, ou que já esteja melhor. E com o teu pai, está tudo bem? Na semana passada, vi o teu pai quando ia a atravessar na passadeira e ele tinha um aspecto de muita confiança, não parava de sorrir. Novidade: durante um mês vou estar sozinho porque os meus pais foram em trabalho para a Dinamarca. É engraçada a situação, por um lado, é mais difícil para mim porque tenho de fazer tudo, compras, comida, arrumar a casa, mas, por outro lado, é mais divertido porque eu posso sempre sair com os meus amigos quando quero sem ter de estar a pedir autorização. Queres aparecer um dia destes?


    Não esqueças, responde-me depressa!

    Um abraço do teu amigo,


    André

    11º ano - este ano!







    Já começou a escola há 2 semanas, eu fiquei muito surpreendido porque vi muitos alunos novos, mas já estou habituado, também há 7 surdos são interessantes e eu fiquei muito feliz, porque no ano passado só havia 3 surdos no 12ºano, eu pensei que este ano ia ficar sozinho, mas não!
    Há 1 surdo que eu já conhecia é o meu segundo melhor amigo.
    Ele ficou muito feliz por eu estar com ele e podermos conversar.
    A minha turma não é igual à do ano passado, só há uma rapariga que era do ano passado, eu gosto da minha nova turma.
    Este ano é cada vez mais difícil, porque as disciplinas não são fáceis, mas preciso de fazer esforço para passar o ano.


    segunda-feira

    quarta-feira



    Memórias das minhas férias da Páscoa 2008







    Na primeira semana, fomos a Portalegre para vermos os meus avós. Antes de irmos para a casa deles ainda demos uma volta pela cidade, de que gosto muito porque é antiga e muito bonita. Já cansados, fomos para casa dos avós maternos que ficaram muito contentes por nos ver.
    Nos dias seguintes, nós, os meus pais e a minha irmã, passeámos por Portalegre, admirámos as casa, apreciámos as igrejas, vimos os monumentos, as pessoas, o ambiente.
    Ao 3ªdia, almoçámos em casa dos avós paternos, que também moram nesta linda terra alentejana. Depois do almoço, e antes de regressarmos a casa dos pais da minha mãe, demos mais um grande passeio pela cidade, apercebemo-nos que há poucos jovens nas ruas e que a maioria das pessoas que encontrámos já têm uma idade avançada.
    Na segunda semana de férias, fomos para Armação de Pêra (Algarve) para passear e irmos para a praia e também para a piscina. Um amigo do pai emprestou-nos a casa por uns dias. Que bom! Não gastámos dinheiro com o alojamento.
    Passeámos muito pelas ruas e pela praia. Não tomámos banho no mar porque estava frio, apesar de haver sol.
    Umas vezes comemos no restaurante, outras vezes a minha mãe cozinhava e o pai ajudava. Nós, eu e a minha irmã, só comíamos.
    Na zona onde ficámos, os prédios são novos, pena não haver mais árvores.
    O prédio tinha piscina, mas estava frio para nadar, mergulhar…
    Resumindo, passei uns bons momentos ,diverti-me muito durante as férias.


    Agora, começou o 3º período. Tenho de estudar e trabalhar muito.