quinta-feira


NESBITT


Fui ver a exposição de Nesbitt na Galeria Lino António. Quando entrei até fiquei sem fala porque vi objectos plásticos, iguais aos que usamos todos os dias em nossas casas, mas montados de uma maneira que parecem corpos. Nunca tinha pensado antes que isto era possível. Os objectos têm muitas cores, vivas, as formas dos corpos são esquisitas.
De início, apenas vi corpos humanos mas depois reparei num objecto – escultura que me fez pensar numa estranha vaca e outras esculturas me fizeram lembrar outros animais.
Nas paredes há quadros com desenhos que talvez sejam resultado dos estudos para depois fazer as esculturas. O traço nos desenhos parece-me muito seguro e rápido.
Li no texto de José Luís Porfírio que Jorge Nesbitt «nunca foi um artista profissional no sentido que vem sendo dado a essa designação […] divertindo-se na travessia da vida e… das artes.», na verdade, deve ter-se divertido muito quando fez estas esculturas e eu fico a pensar como é que este homem teve estas ideias que me parecem sempre irónicas.
Gostei muito de ver esta exposição por ser original, diferente de tudo o que antes vi.


 



segunda-feira

FELIZ NATAL



para todos os que por aqui passaram, me incentivaram, o meu obrigado

André


Reflexão sobre o 1º período


As aulas correram bem, mas eu talvez não tivesse trabalhado tanto quanto devia… . Fiz composições, mas não muitas, tive ajuda nos trabalhos em que tinha dúvidas e isso foi muito bom bem e também foi agradável e proveitoso o trabalho com computador.
No 2º período , eu gostava de fazer na mesma composições, dar respostas escritas a questionários sobre textos, ler muitos textos para aprender palavras novas e analisar desenhos, imagens, etc.
Penso que, no 1º período, a nota deve ser igual à do ano passado, isto é, 13 valores.


Nova Iorque - 1ª parte



Imagem da web


É a cidade mais populosa dos Estados Unidos, com 8 milhões de habitantes, tem a sede da Organização das Nações Unidas e grande variedade étnica e racial. É uma cidade rica mas com grande desigualdade social, tem muitos sem abrigo, que vivem nas ruas. Esta é actualmente a grande cidade mais segura dos Estados Unidos e continua a ser considerada uma das cidades mais interessantes e fascinantes para muita pessoas, atraindo mais turistas do que qualquer outra cidade americana. Também é considerada a cidade mais cosmopolita do mundo. Tem muitos e famosos museus. Por exemplo, o Metropolitan Museum of Art que eu muito gostaria de visitar. Este Museu é enorme, com cerca de 250 salas e mais de 2 milhões de obras de arte de todos os tempos e lugares, desde peças do neolítieo à arte islâmicas, passando pela arte moderna de Picasso.
Tem tantos pontos de interesse…. Mas só vos vou contar como é depois das férias…

quinta-feira


15 de Novembro - Dia da Língua Gestual Portuguesa




enviada pelo Professor Goulão


Conferência Internacional 'CULTURA SURDA'


A Associação Portuguesa de Surdos vai organizar a Conferência Internacional sobre o tema “CULTURA SURDA” no âmbito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, que se realizará no Cinema S. Jorge, em Lisboa, no dia 15 de Novembro de 2008.




A Língua Gestual Portuguesa (LGP) é a língua natural da Comunidade Surda, sendo a língua materna para os filhos de pais surdos.

É uma língua visual, baseada em movimentos, configuração e orientação das mãos, na expressão facial e corporal.

Não sendo universal, a língua gestual tem regras fixas e uma gramática própria. Daí que se torne quase impossível utilizar em simultâneo a língua oral e a língua gestual, porque têm gramáticas diferentes.

A Língua Gestual Portuguesa também tem um dicionário próprio, o Gestuário, onde os significados aparecem sob a forma de gestos.


**** videos em LGP


segunda-feira

Castelo de Vide




Imagem retirada - cumprindo a vontade do seu Autor.

Obrigado.



Já fui muitas vezes a Castelo de Vide porque os meus tios moram lá. Quando vamos para a casa dos meus avós, em alguns fins semana, sempre vamos a casa dos meus tios e à noite, normalmente, vamos até ao café para descansar, encontrar pessoas amigas ou simples conhecidas e conversamos coisas.
Eu e minha irmã gostamos muito de ir à piscina, que é perto, a cerca de 5 minutos. Só há uma piscina, mas é nova, foi construída no ano passado. A minha irmã prefere sempre ir à piscina ou à praia, mas eu fico farto porque isto cansa-me muito, sempre a mesma coisa, todo o dia, eu também gosto de piscina e de praia, mas menos tempo porque gosto de variar, de passear, de conhecer pessoas e locais. Castelo de Vide é uma terra muito bonita, com muitas coisas para conhecer, ver, tornar a ver, então gosto mais de ir passear do que ficar todo o dia dentro de água ou deitado ao sol.

O Castelo de Vide fica no Alto Alentejo, no distrito de Portalegre, já muito perto de Espanha.




Proponho-vos o seguinte Roteiro:




  • Igreja Matriz de Santa Maria da Devesa, do séc.XVII.








    • Fonte do Ourives.



    Em mármore branco, de 1889. O nome vem do facto de no local ter havido uma loja de ourives.





    • Fonte de Martinho.




    Situada já à saída de Castelo de Vide, em direcção a Portalegre, esta fonte é dos finais do séc. XVII.






    • Fonte da Vila.







    • Fonte do Montorinho.







    Para além das fontes, de que muito gosto, é fundamental a visita à Judiaria




    não esquecendo o interior do espaço muralhado, de onde se têm vistas deslumbrantes da planície alentejana

    e, finalmente, apreciar o rico artesanato local




    quinta-feira


    PORTALEGRE





    foto da web



    Há três anos, fui a Portalegre, a casa dos meus avós, para os ver mas também para conhecer melhor a cidade e a sua história. No dia seguinte a ter chegado, fui, com os meus pais e irmã ao Museu, ver as histórias de Portalegre, eu queria saber mais sobre a terra dos meus avós, como nasceu, como se desenvolveu, o que aconteceu de importante nesta cidade do Alto Alentejo, terra de escolha do escritor José Régio e a quem fez o poema “Toada de Portalegre”. Agora já percebi que Portalegre é uma das mais antigas cidades de Portugal. Quando eu estava a andar, de repente uma fotografia enorme, tirada talvez de avião ou de helicóptero, chamou a minha atenção. Nesta foto está toda a cidade e os arredores, gostei muito de ver. Também gostei de apreciar outros quadros, e as famosas louças e tapeçarias de Portalegre.
    O museu é muito interessante, porque lá há muitos quadros para ver e coisas antigas para aprender. Os meus pais também ficaram muito interessados. Enfim nós gostámos muito de ver o Museu de Portalegre e havemos de lá voltar.
    Infelizmente, eu não tirei nem uma foto, porque me esqueci da máquina em casa dos meus avós e eu fiquei triste, porque queria guardar as fotos para me lembrar.





    De José Régio, “Toada de Portalegre”


    Em Portalegre, cidade
    Do Alto Alentejo, cercada
    De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
    Morei numa casa velha,
    À qual quis como se fora
    Feita para eu Morar nela...

    Cheia dos maus e bons cheiros
    Das casas que têm história,
    Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
    De antigas gentes e traças,
    Cheia de sol nas vidraças
    E de escuro nos recantos,
    Cheia de medo e sossego,
    De silêncios e de espantos,
    - Quis-lhe bem como se fora
    Tão feita ao gosto de outrora
    Como as do meu aconchego.

    Em Portalegre, cidade
    Do Alto Alentejo, cercada
    De montes e de oliveiras
    Ao vento suão queimada
    ( Lá vem o vento suão!,
    Que enche o sono de pavores,
    Faz febre, esfarela os ossos,
    E atira aos desesperados
    A corda com que se enforcam
    Na trave de algum desvão...)
    Em Portalegre, dizia,
    Cidade onde então sofria
    Coisas que terei pudor
    De contar seja a quem fôr,
    Na tal casa tosca e bela
    À qual quis como se fora
    Feita para eu morar nela,
    Tinha, então,
    Por única diversão,
    Uma pequena varanda
    Diante de uma janela

    Toda aberta ao sol que abrasa,
    Ao frio que tosse e gela
    E ao vento que anda, desanda,
    E sarabanda, e ciranda
    De redor da minha casa,
    Em Portalegre, cidade
    Do Alto Alentejo, cercada
    De serras, ventos, penhascos e sobreiros
    Era uma bela varanda,
    Naquela bela janela!

    Serras deitadas nas nuvens,
    Vagas e azuis da distância,
    Azuis, cinzentas, lilases,
    Já roxas quando mais perto,
    Campos verdes e Amarelos,
    Salpicados de Oliveiras,
    E que o frio, ao vir, despia,
    Rasava, unia
    Num mesmo ar de deserto
    Ou de longínquas geleiras,
    Céus que lá em cima, estrelados,
    Boiando em lua, ou fechados
    Nos seus turbilhões de trevas,
    Pareciam engolir-me
    Quando, fitando-os suspenso
    Daquele silêncio imenso,
    Sentia o chão a fugir-me,
    - Se abriam diante dela
    Daquela
    Bela
    Varanda
    Daquela
    Minha
    Janela,
    Em Portalegre, cidade
    Do Alto Alentejo, cercada
    De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
    Na casa em que morei, velha,
    Cheia dos maus e bons cheiros
    Das casas que têm história,
    Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
    De antigas gentes e traças,
    Cheia de sol nas vidraças
    E de escuro nos recantos,
    Cheia de medo e sossego,
    De silêncios e de espantos,
    À qual quis como se fora
    Tão feita ao gosto de outrora
    Como as do meu aconchego...

    Ora agora,
    ?Que havia o vento suão
    Que enche o sono de pavores,
    Faz febre, esfarela os ossos,
    Dói nos peitos sufocados,
    E atira aos desesperados
    A corda com que se enforcam
    Na trave de algum desvão,
    Que havia o vento suão
    De se lembrar de fazer?

    Em Portalegre, dizia,
    Cidade onde então sofria
    Coisas que terei pudor
    De contar seja a quem for,
    Que havia o vento suão
    De fazer,
    Senão trazer
    Àquela
    Minha
    Varanda
    Daquela
    Minha
    Janela,
    O documento maior
    De que Deus
    É protector
    Dos seus
    Que mais faz sofrer?

    Lá num craveiro, que eu tinha,
    Onde uma cepa cansada
    Mal dava cravos sem vida,
    Poisou qualquer sementinha
    Que o vento que anda, desanda,
    E sarabanda, e ciranda,
    Achara no ar perdida,
    Errando entre terra e céus...,
    E, louvado seja Deus!,
    Eis que uma folha miudinha
    Rompeu, cresceu, recortada,
    Furando a cepa cansada
    Que dava cravos sem vida
    Naquela
    Bela
    Varanda
    Daquela
    Minha
    Janela
    Da tal casa tosca e bela
    Á qual quis como se fora
    Feita para eu morar nela...

    Como é que o vento suão
    Que enche o sono de pavores,
    Faz febre, esfarela os ossos,
    Dói nos peitos sufocados,
    E atira aos desesperados
    A corda com que se enforcam
    Na trave de algum desvão,
    Me trouxe a mim que, dizia,
    Em Portalegre sofria
    Coisas que terei pudor
    De contar seja a quem for,
    Me trouxe a mim essa esmola,
    Esse pedido de paz
    Dum Deus que fere ... e consola
    Com o próprio mal que faz?

    Coisas que terei pudor
    De contar seja a quem for
    Me davam então tal vida
    Em Portalegre; cidade
    Do Alto Alentejo, cercada
    De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros,
    Me davam então tal vida

    - Não vivida!, sim morrida
    No tédio e no desespero,
    No espanto e na solidão,
    Que a corda dos derradeiros
    Desejos dos desgraçados
    Por noites do tal suão
    Já varias vezes tentara
    Meus dedos verdes suados...

    Senão quando o amor de Deus
    Ao vento que anda, desanda,
    E sarabanda, e ciranda,
    Confia uma sementinha
    Perdida entre terra e céus,
    E o vento a trás à varanda
    Daquela
    Minha
    Janela
    Da tal casa tôsca e bela
    À qual quis como se fôra
    Feita para eu morar nela!

    Lá no craveiro que eu tinha,
    Onde uma cepa cansada
    Mal dava cravos sem vida,
    Nasceu essa acàciazinha
    Que depois foi transplantada
    E cresceu; dom do meu Deus!,
    Aos pés lá da estranha casa
    Do largo do cemitério,
    Frente aos ciprestes que em frente
    Mostram os céus,
    Como dedos apontados
    De gigantes enterrados...
    Quem desespera dos homens,
    Se a alma lhe não secou,
    A tudo transfere a esperança
    Que a humanidade frustrou:
    E é capaz de amar as plantas,
    De esperar nos animais,
    De humanizar coisas brutas,
    E ter criancices tais,
    Tais e tantas!,
    Que será bom ter pudor
    De as contar seja a quem for!

    O amor, a amizade, e quantos
    Mais sonhos de oiro eu sonhara,
    Bens deste mundo!, que o mundo
    Me levara,
    De tal maneira me tinham,
    Ao fugir-me, Deixando só, nulo, vácuos, A mim que tanto esperava
    Ser fiel,
    E forte,
    E firme,
    Que não era mais que morte
    A vida que então vivia,
    Auto-cadáver...

    E era então que sucedia
    Que em Portalegre, cidade
    Do Alto Alentejo, cercada
    De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
    Aos pés lá da casa velha
    Cheia dos maus e bons cheiros
    Das casa que têm história,
    Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
    De antigas gentes e traças,
    Cheia de sol nas vidraças
    E de escuro nos recantos,
    Cheia de medo e sossego,
    De silêncios e de espantos,
    - A minha acácia crescia.

    Vento suão! obrigado...
    Pela doce companhia
    Que em teu hálito empestado
    Sem eu sonhar, me chegara!

    E a cada raminho novo
    Que a tenra acácia deitava,
    Será loucura!... mas era
    Uma alegria
    Na longa e negra apatia
    Daquela miséria extrema
    Em que vivia,
    E vivera,
    Como se fizera um poema,
    Ou se um filho me nascera.



    Versos obtidos em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Toada_de_Portalegre"